we knew we had the good things but those never seemed to last

April 27, 2008

O tempo sempre passa e o tempo vai passando, e por mais que você sempre ouça isso do cara na tevê e comece a jurar pra si mesmo que não vai dar mais bola para os clichês da vida, eles vão lhe perseguir esteja você onde estiver com a companhia que desejar. De repente você se vê meio mortificado por tudo que está acontecendo, como se estivesse esperando por alguma coisa que vai fazê-lo sentar e escrever um monte de incoerências na tela do seu computador, que, vídeo, foto, música, lhe mostra o tempo que vai passando, cada vez mais corrosivo, cada vez mais voraz, de modo que se você não puxar rápido as rédeas de algumas coisas que deseja manter perto, logo será tarde.

Não há sonho em que refugiar-se porque você se tornou algo destruidor de si mesmo. Foi um erro, você pensa, ter se convertido nessa máquina, nesse monstro em convulsão, porque parece você já não pode divertir-se tão facilmente com as coisas do mundo. Agora a crítica tomou-lhe o espontâneo e todo mundo ao redor parece soar mesquinha e estúpido. Não é que você queira gentes geniais; você está numa porra de uma cadeira de universidade e não faz nada por ser genial, conquanto vá a preguiça fazendo troça da juventude. Você só não queria um mundo de frases prontas, essa desgraça que das gentes é feita. Assim sentem-se bem, pisam campo seguro ao desconsiderarem o arbítrio para além do suspiro. E já não há tempo, porque o barco parte muito em breve, quê há para se preocupar?

O amigo com quem você falava das suas coisas por quantas horas fossem sem que ninguém se desse aborrecido, que morava na rua de cima, e agora vive do outro lado da cidade, agora se preocupa com sua vida de gente com objetivos. O que dá na mesma dizer, na completa falta deles. Já não são as pessoas com quem você fez suas burradas mais incríveis – no sentido mágico que a juventude pode resgatar à semântica.

Agora, você dirige pela cidade sem nem saber onde está indo, porque já não há mesmo tantos lugares para se ir. Você dirige em busca de algumas cervejas e lembra do uísque que tem em casa, sem saber que o gosto pelo que os outros julgam árido é um sinal de que os vincos já começaram, aos poucos, a tomar o sopro que lhe move.

3 Responses to “we knew we had the good things but those never seemed to last”

  1. ....... Says:

    we knew we had the good things..

  2. Lali Says:

    Oiii Deco,
    seu texto é triste, porém verdadeiro.
    Beijinhos!

  3. Edson Junior Says:

    tou numa fase em que começo a me apaixonar pelos clichês da vida (bom, por alguns, é claro).

    E “índie conservador” é legal =]


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